segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

DECIDIR O QUE SER - FIM

 
 
             Me tornei um devorador de livros. Lia por prateleira. Desde Machado de Assis,
José de Alencar, Érico Verissimo, Jorge Amado, Lúcio Cardoso, Raquel de Queiroz,  e
 alguns estrangeiros como Samerset Maugham, Émile Bront,  o autor pornográfico
americano  Harold Robbins.e James Joyce, sem falar nos vários livros do próprio Fiodor
Dostoievsk.
            Naquele período, início dos anos setenta, tive contato com poetas, contistas e es
critores e jornalistas  piauienses lá mesmo na biblioteca. Tinha um grupo de escritores 
que se reunia semanalmente para discutir literatura. Lembro de Hardi Filho, Herculano
Morais, kenard Kruel, Airton Sampaio, jovens escritores e poetas. Eu não escrevia, mas
era um leitor voraz.
           Já na segunda metade dos anos setenta conheci mais escritores engajados em dis
cutir literatura. Menezes y Morais, Afonso Lima, João de Lima, Domingos bezerra, 
Willams Soares, Raimundo Alves Lima, o Ral, e passamos a formar uma turma. Através
dele ressuscitei a velha promessa de um dia ser escitor. 
          No ano de 1976 surgiu um concurso literário de contos promovido pela Secretaria 
de Estado da Cultura, e fui incentivado pela turma para me escrever no certame. Pensei
comigo, será o começo de minha carreira como escritor? Mas como? Ainda não tinha es
crito nada! No entanto, diante do incentivo dos amigos escrevi um conto muito curto in
titulado João Com Ressaca no Meio da Semana. E coloquei no concurso. Para mim sem
chance pois os concorrentes eram fortes. Não deu outra fui premiado. E a descoberta foi
de uma forma fantástica. Fui avisado por amigos que o resultado do concurso tinha saido
 e o conto premiado estava publicado na página cultural do Jornal O Estado. Corri  para a
banca, e lá estava meu conto e meu nome, Francisco Aci. Pois é, meu nome é Francisco
Aci Gomes Campelo, ainda não usava a abreviação Aci Campelo.
         Fiquei extasiado pelo entusiasmo que fui saldado pela turma. Todos os poetas, con
tistas, escritores e jornalistas conhecidos me parabenizaram. O conto trazia algo renovador
na linguagem. Tinha metornado um escritor? Ainda não. Mas a promessa estava  de pé.
Viva o velho Fiodor e seu Crime e Castigo!