sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

PELA MUDANÇA NO CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA - CEC

 

            No Plano do então candidato ao governo do Piauí Rafael Fonteles estava alteração no Conselho Estadual de Cultura - CEC. Eleito governador, a proposta não foi efetivada até o momento, pois no último balanço feito em sua mensagem para a assembleia Legislativa, de 92% do programa concluído não constava mudança no CEC. O Conselho Estadual de Cultura é um importante orgão de regulação e proposição de políticas públicas para a cultura, com mais de 50 anos de existência. Portanto, criado ainda nos tempos de chumbo do país.

            Artistas, produtores e fazedores de cultura clamam por mudança na estrutura daquele orgão tendo em vista que não condiz mais com a política preconizada pelo Sistema Nacional de Cultura - SNC, da Ministério da Cultura, que tem na Seção IV - Dos Conselhos de Política Cultural - Art. 6 - Os Conselhos de Política Cultural dos entes federativos que aderirem ao SNC são órgãos permanentes constituídos com a finalidade de pactuar políticas públicas de cultura, os quais devem considerar a diversidade territorial e cultural e ter caráter consultivo, fiscalizador e deliberativo, integrando a estrutura básica dos órgãos gestores de cultura, com composição, no minimo, paritária da sociedade civil em relação aos membros dos poderes públicos.

            O CEC do Piauí aderiu ao Sistema Nacional de Cultura, no entanto, não avançou um palmo na sua estrutura. O CEC não é deliberativo, não é paritário e muito menos fiscalizador. Ele continua mantendo os mesmos nove membros desde sua fundação, sendo três membros da assembleia Legislativa escolhidos pelos seus pares, três membros escolhidos pelo governo do estado e três membros da sociedade civil, sendo que a única alteração em toda a sua existência foi a escolha dos membros da sociedade civil por eleição, mesmo assim não por voto direto, mas por organizações da sociedade civil e grupos com CNPJ sem fins lucrativos.

           Basicamente exercendo  o papel de Conselho consultivo o CEC não consegue ás reais necessidades da classe artística e cultural do nosso estado. O Conselho precisa ser mais democrático, mais representativo  e conectado com a realidade da diversidade cultural do Piauí. Portanto lutar pela transformação do CEC em Conselho Estadual de Política Cultural - CEPC, é pensar em avanços e desenvolvimento de políticas públicas de cultura. 

               Construir uma proposta  de renovação do CEC que contemplem a todos os seguimentos da arte e da cultura é uma causa coletiva dos fazedores de cultura do Estado, só assim estaremos falando de direitos culturais.    

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

DECIDIR O QUE SER - FIM

 
 
             Me tornei um devorador de livros. Lia por prateleira. Desde Machado de Assis,
José de Alencar, Érico Verissimo, Jorge Amado, Lúcio Cardoso, Raquel de Queiroz,  e
 alguns estrangeiros como Samerset Maugham, Émile Bront,  o autor pornográfico
americano  Harold Robbins.e James Joyce, sem falar nos vários livros do próprio Fiodor
Dostoievsk.
            Naquele período, início dos anos setenta, tive contato com poetas, contistas e es
critores e jornalistas  piauienses lá mesmo na biblioteca. Tinha um grupo de escritores 
que se reunia semanalmente para discutir literatura. Lembro de Hardi Filho, Herculano
Morais, kenard Kruel, Airton Sampaio, jovens escritores e poetas. Eu não escrevia, mas
era um leitor voraz.
           Já na segunda metade dos anos setenta conheci mais escritores engajados em dis
cutir literatura. Menezes y Morais, Afonso Lima, João de Lima, Domingos bezerra, 
Willams Soares, Raimundo Alves Lima, o Ral, e passamos a formar uma turma. Através
dele ressuscitei a velha promessa de um dia ser escitor. 
          No ano de 1976 surgiu um concurso literário de contos promovido pela Secretaria 
de Estado da Cultura, e fui incentivado pela turma para me escrever no certame. Pensei
comigo, será o começo de minha carreira como escritor? Mas como? Ainda não tinha es
crito nada! No entanto, diante do incentivo dos amigos escrevi um conto muito curto in
titulado João Com Ressaca no Meio da Semana. E coloquei no concurso. Para mim sem
chance pois os concorrentes eram fortes. Não deu outra fui premiado. E a descoberta foi
de uma forma fantástica. Fui avisado por amigos que o resultado do concurso tinha saido
 e o conto premiado estava publicado na página cultural do Jornal O Estado. Corri  para a
banca, e lá estava meu conto e meu nome, Francisco Aci. Pois é, meu nome é Francisco
Aci Gomes Campelo, ainda não usava a abreviação Aci Campelo.
         Fiquei extasiado pelo entusiasmo que fui saldado pela turma. Todos os poetas, con
tistas, escritores e jornalistas conhecidos me parabenizaram. O conto trazia algo renovador
na linguagem. Tinha metornado um escritor? Ainda não. Mas a promessa estava  de pé.
Viva o velho Fiodor e seu Crime e Castigo!